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Michel Gondry, “The Science of Sleep”. Exposição.


Michel Gondry, “The Science of Sleep”. Exposição.


Cory Arcangel, “Sweet Sixteen” 2005. Still.


Albert Oehlen, “Hundepemmikan”, 2002:2006.


Georg Herold, Sem Título, 2006.

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EM NOVA IORQUE _ CHELSEA SHUFFLE



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Chelsea é, segundo o crítico Jerry Saltz do semanário gratuito Village Voice (veja: The Art World Jungle - 300 Chelsea galleries throw their doors open for the new fall season, em www.villagevoice.com), o maior museu de arte contemporânea. Chelsea, um bairro de Manhattan, conta com 300 galerias, que no passado dia 7 de Setembro, abriram portas simultaneamente para mais uma rentrée. Em Chelsea pode ver-se tudo o que está a ser produzido no meio artístico local, nacional e internacional, e que é pouco provável encontrar, com o mesmo imediatismo, nos principais museus nova-iorquinos, pelo facto de a sua selecção ser institucional e a sua mostra condensada – um shuffle de icones arquivados.

A quantidade de divergências formais prolifera em Chelsea e, de acordo com o português residente em Nova Iorque, João Ribas (www.joaoribas.blogspot.com) – comissário independente e crítico do The New York Sun – há ali uma “democratização da conversa”. Em Chelsea não faz sentido o possível juízo estético ou ético, porque se integra uma diferenciação subjectiva do gosto e dos interesses individuais ou colectivos, onde se aprende a ver. As inaugurações são eventos de euforia social, que em Chelsea se adensam, e reflectem não só o mercado da arte local como toda a esfera artística ocidental, em que todos participam.

Nova Iorque tem mais pólos de mercado da arte. Como o Soho, onde se encontra a Deitch projects, a Team Gallery, o Swiss Institute, o Drawing Center, o Artists Space, a White Columns, a Gavin Brown Enterprise, e a Apex Art. E no Lower East Side, no bairro alternativo, a Orchard, a Rivington Arms, a Reena Spaulings Fine Art, a Canada, a Participant Inc, a Maccaroni, e a e-flux. Fora de Chelsea, os interesses são mais programáticos – estabelecer uma posição de referência na situação cultural nova-iorquina é mais ideologia e menos competição comercial. Há ainda todas as restantes galerias, Uptown e em Brooklyn, que reflectem o que acontece em Chelsea.

Chelsea tem organizações artísticas non-profit, como The Kitchen ou a Eyebeam, mas é genericamente composta por uma massa de galerias que está interessada em ser líder de mercado e que o faz através de espaços imensos e impressionantes – numa zona de antigos armazéns, acima do Meatpacking District – com características de instituição, como é o caso da Gagosian, da Pace Wildenstein, da Mathew Marks, da David Zwirner, Tanya Bonadker, Andrea Rosen e muitas outras, distribuídas por dez quarteirões, com porta para a rua ou em andares de edifícios. Todas as semanas há inúmeras inaugurações (ver a lista online: www.artcards.cc).

As exposições mais interessantes deste mês estão sem dúvida nas galerias e merecem um resumo breve.
Há uma relação interessante, recorrente nas galerias de Chelsea, entre Michel Gondry, realizador do filme The Science of Sleep, com os seus cenários e objectos, ambientes e texturas, patentes na Deitch Projects, e o interesse tipicamente americano, de raíz puritana, com regresso a uma inocência folk e valorização do craft, patente na exposição de desenho do sueco Jockum Nordstrom, actualmente na galeria David Zwirner (www.davidzwirner.com). A própria bienal do Whitney 06 (www.whitney.org) transpirava craft, no regresso formal e ideológico à desobediência punk-rock dos anos 80. O craft em oposição à depuração modernista, aos new media, e em estreita colaboração com um desenho pueril, obsessivo, por vezes perverso e violento na sua naiveté ou daydreamingness. Esta tendência cultural representa minorias ou margens sociais, e é usada de forma irónica em casos distintos, como na culture jamming dos Negativland (cujo fundador, Mark Hosler, fez uma performance intitulada Adventures in Illegal Art,na New School, a 29 de Setembro), ou no hacking de Cory Archangel/Beige (actualmente na Team Gallery, com subtractions, modifications, addenda, and other recent contributions to participatory culture: www.teamgal.com), cujos trabalhos passam pela reprogramação de jogos da Nintendo ou pela programação de vídeos de referência musical pop-rock.

Seguindo no espírito revolucionário fundamental à vitalidade da cidade do ritmo, encontramos uma das exposições mais interessantes na galeria Luhring Augustine (www.luhringaugustine.com), do pintor alemão neo-expressionista Albert Oehlen, figura central de uma geração e exemplo essencial no panorama actual nova-iorquino, pela contínua tentativa de liberdade criativa onde formalmente tudo é possivel. As pinturas de Oehlen são jazzy-cool, mostruários de intenções, vibrantes e sujas, contemporâneas e puramente abstractas. Na sua profusão, são um bom espelho da cidade de Nova Iorque.
Igualmente interessantes, sarcásticas e relacionadas com o neo-conceptualismo, encontramos as telas pintadas com caviar de Georg Herold, e a instalação de vídeos e outros adereços de Seth Price, que questionam a autoria. Price repete 150 vezes um vídeo gak, normalmente usado como backdrop em conferências, de uma imagem digital ondulante que reproduz o mar, e coloca nas paredes gravuras repetidas de imagens que encontrou on-line, tendo interesse em justapor uma edição sofisticada e aparentemente arbitrária. Herold e Price, ambos na Friedrich Petzel (www.petzel.com).

E para acabar em beleza com um português, João Onofre, na I-20 (www.i-20.com), mostra a oposição ficção-realidade no vídeo onde entrevista, passados vários anos, um actor californiano, Thomas Dekker, que interpretou aos 6 anos de idade um allien, no filme de Carpenter, Village of the Damned, de 1995 – sem dúvida perturbador.