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Thomas Hirschhorn. Art Basel 2012


Doug Aitken. Art Basel 2012


Obras de ampliação do recinto da feira. Art Basel 2012


Guillermo Mora. Galeria Formato Cómodo. Volta 2012


Estúdio de Dieter Roth. Art Parcours. Art Basel 2012

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PERCURSO PELAS FEIRAS DE BASEL, JUNHO 2012



VIRGINIA TORRENTE

2012-06-25




Mais uma vez, a pequena cidade de Basel na Suíça transformou-se na feliz capital mundial do comércio de arte contemporânea, atraindo vendedores (galeristas) e compradores (coleccionadores), aos que se somou um grande número de artistas, comissários, art dealers e art advisers, interessados, em maior ou menor grau, num verão que incluiu uma viajem prévia à Manifesta 9 e à Documenta 13 própria para maratonistas, por gosto ou por obrigação. Um grand tour realmente esgotante para alguns, entretidíssimo para outros.

Aqui, deixo algumas reflexões gerais sobre o que pôde ser visto em Basel, na perspectiva de uma comissária independente, que não é crítica de arte, e que visita Basel regularmente à procura de novas peças de artistas consagrados e com o entusiasmo de descobrir novos artistas emergentes. Não esquecer que as galerias fazem um esforço enorme por levar o melhor dos seus artistas representados, sejam peças novas criadas para a ocasião ou vintages ocultos até este grande momento que é Basel, feira que decorre anualmente em Junho, onde se pode ver o melhor do melhor.


ART BASEL

A mãe de todas as feiras. Todos os anos surge a pergunta: este modelo é sustentável? Pode-se continuar a vender Rothkos de 80 milhões de dólares não em leilão, mas numa feira de arte, sobretudo nos tempos que correm? Suporta-se este ritmo de qualidade de obras e de vendas? A resposta continua a ser um sim redondo.

As diferenças existentes entre os dois pisos da feira, entre o andar de baixo e o de cima, esbatem-se com o tempo, mas continuam ainda assim claras. Quando vemos no piso de baixo peças de Thomas Hirschhorn (foto 1), Julie Merethou, William Kentridge, Tobias Rehberger, Ernesto Neto e outros, significa que a sua cotização está em ascensão, que passaram para a primeira linha de galerias (e preços) e que já são dignos de aparecer em leilões, juntamente com Koons, Boetti, Picasso, etc.

No piso superior destaca-se este ano, por interessante e um pouco massiva, a presença de Roman Ondák e Roman Signer em mais de cinco ou seis galerias, como outros anos foi omnipresente a obra de Hans-Peter Feldmann em vários stands.

A presença de Sies + Höke, numa sala onde eram projectadas cinco peças novas (2011) e de Gusmão + Paiva, marcaram uma tranquilidade oculta no remoinho mercantil da feira, assim como as três pequenas jóias de Carlos Garaicoa num canto da galeria Continua. Em contraste, destaca-se o stand de Presenhuber, dedicado inteiramente a um Doug Aitken (foto 2), surpreendentemente brincalhão.

Muito perto dos anteriores, o artista Navid Nuur em Plan B e o stand de A gentil Carioca, sempre com um programa curado pelo seu director Marcio Botner, destacam-se dentro na seção Art Feature, onde supostamente estão as galerias que possuem uma orientação curatorial mais forte que a comercial, e daí a sua aceitação no programa Feature da Art Basel. Nesta mesma onda, agradecem-se stands como o da gb agency de Paris, com cinco artistas que apresentam narrativas terminadas ou começadas, destacando os trabalhos excepcionais de três deles: Ryan Gander a modo de diário, as peças domésticas de Pia Rönicke e o já mencionado Roman Ondák.

Art Unlimited: Não sou a única a destacar este ano uma certa decepção com esta parte da feira, que conta com 62 obras no total, das que destacaria umas seis. Com um novo comissário, Gianni Jetzer (director do Swiss Institute em Nova Iorque), depois de 12 anos com o anterior, há algo que falha: não saberia precisar o quê, mas não são apenas as características habituais desta secção – a escala monumental, a ocasional peça histórica e as salas de projecções – o que faz com que esta seção da feira seja especial. Procurar um sentido curatorial para Unlimited é inútil, isso está claro. Apesar da confusão e do baixo tom geral deste ano, sobressai a peça do sempre interessante Mike Nelson, o novo trabalho de Jeremy Deller em 3-D que continua os seus estudos sobre morcegos, Shimabuku (com uma peça já conhecida) e a “perigosa” obra do jovem Ariel Schlesinger, recentemente exibida por Lambert. Também quero destacar os trabalhos de Rondinone, mais terno e próximo do público que nunca, e Philip-Lorca diCorcia, pelo mesmo motivo. A grande decepção, pelo menos para mim, como espanhola, foi a homenagem a Luis Buñuel de Jimmy Durham: peça imitativa, tópica e fácil até mais não, que falha a partir do título.

Com as 27 galerias que este ano participam em Art Statements, ocorre algo similar. Todas apresentam artistas que chamam a atenção, mas algo não funciona bem quando se sai com a impressão de ver um pequeno Volta Show dentro da Art Basel, incluindo o trabalho de Alex Israel para Peres Projects. A destacar: Proyectos Monclova com Edgardo Aragón e o trabalho de Dominik Lang em Hunt Kastner. Esta secção deveria ser repensada e revista.

A entrada e saída do recinto de Art Basel este ano está tomado pelas obras do projecto de Herzog & de Meuron (com a ampliação e construção de um parque de estacionamento para a feira), extremamente ruidosas e espectaculares, que a modo do monumental projeto de Christoph Buchel, atraíam a atenção de todos os visitantes como se fossem a mãe de todos os Unlimited (foto 3).


LISTE

É o modelo perfeito de feira complementar e paralela da Art Basel, onde a expressão cutting-edge adquire um significado claro, tanto para o melhor como para o mais irrisório. A partir do seu local, incómodo e caótico mas “charming” e único, tanto para galerias como para visitantes, até ao seu já clássico programa de performances e os convites a instituições independentes suíças de arte contemporânea, é a feira perfeita para “descobrir” artistas e galerias, com o perigo existente de que tudo se possa parecer um pouco a tudo, sob este verniz de “isto é a última novidade a seguir”. Este ano respirava-se uma certa ordem aparente.

Galerias e artistas a destacar: Schleicher/Lange com Chris Cornish, Ellen de Bruijne Projects com os divertidos e absurdos trabalhos de Erkka Nissinen, e Bugada & Cargnel de Paris e Maisterravalbuena de Madrid com stands destacados de corte curatorial.


VOLTA

Com queixas dos seus poucos visitantes, devido à sua localização distante do centro da cidade – que não era tanto – desde há uns anos, Volta posiciona-se numa zona perigosa e difícil de delimitar no que respeita à qualidade das galerias e aos artistas representados, entre uma Lista e uma Scope e/ou uma Solo Projects. É certo que a feira se vê de uma forma agradável, e este ano destacaria: a obra do jovem escultor espanhol Guillermo Mora em Formato Cómodo (foto 4), o desenho crítico de Hugo Crosthwaite e Martin Durazo em Luis de Jesús, o trabalho de neo-land art do jovem dinamarquês Adam Jeppesen, a delicada obra de Jill Sylvia em Magrorocca, e o stand da galeria Valenzuela Klenner, com os colombianos Wilson Díaz e Edwin Sánchez.


ART PARCOURS

Este ano, Art Parcours concentra-se na margem do rio entre as pontes Johanniter e Mittlere, no bairro de St. Johann, o que faz com que o percurso seja agradável e fácil. Sendo Basel uma cidade com uma grande qualidade de lugares históricos, este tipo de evento que se celebra pelo terceiro ano, com peças na sua maioria site-specific, é una grande ideia e funciona incrivelmente bem para o público. Comissariado desde o início por Jens Hoffmann, conta este ano com uma peça que vale por todas: a visita ao que foi o estúdio de Dieter Roth (1930-1998) (foto 5) reorganizado para a sua abertura ao público pelo seu filho e colaborador durante os últimos três anos da sua vida, Björn Roth. Tudo está como era, e respira-se a aura de trabalho e criação. A visita ao estúdio de um artista mítico, apanhado pelo tempo – não muito longínquo, dado que o estúdio funcionou até ao ano 2008 – agradece-se no ambiente carregado de espírito comercial que é a cidade de Basel nestes dias intensos de feira. No que diz respeito às restantes instalações, há que destacar como algumas localizações têm mais força que as peças que albergam (Henrik Hakansson, Eduardo Basualdo e Allan Kaprow por Mateo Tannatt) e algumas peças foram criadas por autores que souberam entender bem o espaço e o conceito de Art Parcours: Alexandra Mir, Los Carpinteros, Claude Lévêque e Rodney Graham.

Para terminar, quero destacar a incrível exposição de Tatlin New art for a new world no Museu Tinguely, que é sempre um paraíso de tranquilidade na agitada semana de feiras de Basel, um museu que programa exposições de acordo com o espírito do artista a que está dedicado, com um ritmo e um “bem-fazer” que deve ser exemplo para outros museus e kunsthalles europeias. Também excepcional a exposição de Carlos Garaicoa na Kunsthaus Baselland.



Virginia Torrente
Comissária independente