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PERSPETIVA ATUAL


Joaquim Vincens Gironella, Vénus, 1960, cortiça sobre madeira, 75x44x4cm


Profeta Royal Robertson, S.T., 1970. Caneta esferográfica, lápis e marcador sobre papel, 54,3 x 34,5 cm. © André Rocha


Josef Hoper, S.T., 2009. Lápis preto e de cor sobre papel, 43,5 x 59,7 cm. © André Rocha


Dusan Kusmic, S.T., s.d.. Caneta esferográfica e lápis sobre papel colorido, 59,5 x 41,8 cm. © Paulo Cunha Martins

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MARC LENOT

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Jean Dubuffet não inventou a arte bruta (assim como Cristóvão Colombo não descobriu a América). Antes dele estiveram Philippe Pinel, Benjamin Rush, o museu do Dr Guislain criado em 1857, Charcot, Marcel Réja, Prinzhorn e alguns outros. Dubuffet deu um nome a esta arte dos marginalizados, e uma definição que hoje parece muito restritiva. Dubuffet era comerciante de vinho e, portanto comprador de rolhas de cortiça, foi por isso que visitou em 1948 o comerciante de rolhas René Lajus em Paris. Este tinha por fornecedor o catalão Joaquim Vincens Gironella, veterano do exército republicano refugiado em Toulouse e escultor autodidacta sobre cortiça. Lajus tinha algumas esculturas suas no seu escritório, e Dubuffet decidiu imediatamente incluí-las na sua colecção e de as mostrar na primeira exposição da sua Compagnie de l’art brut. Estes membros sensuais, convolutos, desproporcionados, elásticos sobre um corpo minúsculo mas com seios pesados, contrastam com uma cabeça escultural, escarificada, inquietante; palmeira, pomba e pingente primitivo completam a cena. É uma das histórias que aprendemos na exposição intitulada em esperanto “Portreto de la Animo”, no Museu Soares dos Reis, no Porto (até 12 de novembro). Esta exposição, com mais de 100 artistas, é dedicada a retratos e autorretratos (pintura principalmente, algumas esculturas e sete fotógrafos, incluindo Bruenchenhein e Bascoulard) cuja maioria é proveniente da excelente colecção de arte bruta Treger Saint Silvestre (alojada neste centro). É uma das mais importantes colecções privadas na Europa, a única na Península Ibérica, e, contrariamente a outras, talvez do facto da origem africana dos dois coleccionadores, ela não se limita aos países ocidentais, mas mostra aqui artistas marroquinos, iranianos, indianos, chineses, ... É complementada aqui por obras das colecções do museu, escolhidas pelo comissário António Saint Silvestre pela sua singularidade, e do eco que podem assim ter com a arte bruta, mesmo que os artistas estejam bastante distantes (há mesmo um juiz do Tribunal da Relação de Lisboa, Eduardo Petersen).

O retrato, quase ausente da arte pré-histórica, aparece na Mesopotâmia e no Egipto, e perpetua-se ao longo dos séculos. O primeiro “museu” dedicado aos retratos e apenas a eles é a Fábrica de Homens Ilustres de Paolo Giovio, perto de Como, em 1538 (e não em 1360). E o retrato é há muito “um instrumento de demonstração, de promoção e de defesa da ordem política, social, moral, uma expressão dos valores da sociedade, um modelo indicativo de códigos, dos modelos a seguir com precisão”, como escrevi há 17 anos a propósito desta exposição, onde a emoção veio, justamente, de autorretratos nos limites da razão, estes de Messerschmidt, que teriam perfeitamente o seu lugar aqui. Porque os limites da razão, que podemos definir como caracterizando a arte bruta, não são apenas transgressões psíquicas, mas podem também ser marginalidades sociais. Aqui, estamos bastante longe da representação do poder: acolhidos por uma megera da Mère François, avançamos em seguida ao sabor das paredes expositivas, de retrato em retrato. Entre os que mais me tocaram, o desenho do artista Prophet Royal Robertson (1930-1997), negro do Louisiana abandonado pela sua esposa Adell que partiu com os seus filhos: Robertson desenha então freneticamente sobre todos os suportes, cobre as paredes de sua casa de retratos fantasiados da sua esposa infiel, misturando Bíblia, ficção-científica e pornografia e mergulhando num delírio obsessivo, mas extraordinariamente criativo.

Grande número das obras aqui apresentadas são autorretratos: claro que, a facilidade de se tomar como modelo joga um papel, mas principalmente o autorretrato joga um papel psicológico, terapêutico de interrogação sobre si-mesmo, possivelmente de auto-afirmação. Contrariamente a grande número de artistas clássicos, para quem o autorretrato serve de reclame (Vigée Lebrun), de manifesto social (Jordaens) ou de reivindicação, feminista em particular (Gentileschi), os artistas brutos escavam, dolorosamente na sua psique, à procura da sua frágil identidade e, nisso, podemos aproximá-los do trio de imensos autorretratistas: Rembrandt, van Gogh e Munch. Um dos mais comoventes aqui é o duplo retrato ao espelho de Josef Hofer (Pepi). Gravemente incapacitado e quase mudo, escapou ao programa de eutanásia dos nazis que ocupavam a Áustria; internado após 1992, conseguiu comprar um grande espelho em 2001 e por conseguinte desenha-se, geralmente dividido em dois, face ao espelho, muitas vezes nu, por vezes sangrando, mutilado, muitas vezes erecto. A moldura rígida do espelho parece uma prisão ou um casulo protetor, e o seu corpo tenta escapar, partir as paredes ou a concha, pela sua graça e sensualidade bruta. Ele que não fala, exprime muito melhor a sua própria verdade pelos seus autorretratos.

Para reforçar esta ideia do autorretrato curativo dos traumas, eis Dusan Kusmic (1925-1990), antigo apoiante jugoslavo, partisan de guerra, que, após diversas peripécias dramáticas, se encontrou em Dublin, só, pobre, marginal, falando muito mal inglês. Inicialmente escultor de migalhas de pão, meteu-se a desenhar autorretratos simbólicos e alucinados. Neste que vemos aqui, ele está vestido num estranho uniforme, uma esfera pontiaguda parece ameaçar o seu sexo. Linhas de força percorrem o fundo do desenho, como se um poderoso campo magnético o irradiasse.

O catálogo é especialmente interessante pelas notas detalhadas sobre uma obra de cada artista; entre os ensaios, notei o de Sara de Chiara sobre as diferenças entre os conceitos de “portrait” (em francês, inglês, alemão, …) e de “retrato” (em italiano, espanhol, português...), citando Calabrese e Stoichita, e apoiando-se sobre os retratos fotográficos de Bascoulard, de Machcinski e de Lee Godie.

Imagens do site da coleção, muito completo. 

 
 

 

Marc Lenot
É desde 2005 autor do blog Lunettes Rouges, publicado pelo jornal Le Monde. Em 2009 obteve o grau de Mestre com uma dissertação sobre o fotógrafo checo Miroslav Tichý, e em 2016 doutorou-se pela Universidade de Paris com uma tese sobre fotografia experimental contemporânea. Membro da AICA, venceu em 2014 o Prémio de Crítica de Arte AICA França, pela sua apresentação do trabalho da artista franco-equatoriana Estefanía Peñafiel Loaiza.