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OPINIÃO


Paul Graham, Cathy, London, 1990. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Hiromi, Tokyo, 1992. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Ryo, Tokyo, 1994. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Jack, Bradford, 1988. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Hal, London, 1992. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Yuko, Kyoto, 1990. Da série Television Portraits.


Paul Graham, Yuki, London, 1994. Da série Television Portraits.

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A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.



JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19




Nascido nos anos 50, Paul Graham (Reino Unido, 1956) fez parte de uma geração de fotógrafos posteriormente apelidada de New British Color Documentary.

Num momento em que a fotografia de arte é cada vez mais encenada (Jeff Wall, Gregory Crewdson, Thomas Demand), ou mantém uma visão conceptualizada e algo distante do mundo (Andreas Gursky, Berndt e Hilla Becher, Thomas Struth), o trabalho de Graham distingue-se pela sua ligação firme e pelo total compromisso para com a vida tal como ela é. O seu trabalho, apesar de fotografado a cores, centra-se numa prática da fotografia tradicional, expandindo a sua linguagem visual e questionando o que a fotografia poderá dizer, ser ou parecer [1]. Em 2009, foi premiado com o Deutsche Börse Photography Prize, pelo trabalho A Shimmer of Possibility.

Se hoje observarmos os seus primeiros trabalhos publicados, realizados entre 1981 e 1986 (A1 - The Great North Road, Beyond Caring, Troubled Land), os territórios da fotografia documental ou do fotojornalismo parecem ser um fator comum e uma classificação correta, mesmo tendo em conta a utilização da cor em oposição ao preto e branco vigente nessa altura.

Entre 1988 e 1996 (New Europe, Empty Heaven, Ceasefire), Graham percorre vários países, momento em que se torna difícil de enquadrar os trabalhos daí resultantes exclusivamente na classificação da fotografia documental ou do fotojornalismo. Nesse período, os seus trabalhos sugerem uma nova abordagem pela adição ao seu léxico habitual, de aspetos característicos da fotografia artística. É nesse terreno fértil que a partir de 1996 o seu trabalho se vem a consolidar e a afirmar, assumindo no entanto um grande compromisso com o meio fotográfico e explorando as suas limitações e peculiaridades. Nos últimos trabalhos apresentados (End of an Age, American Night, A Shimmer of Possibility), quer as versões editadas em livro, quer as respetivas versões em exposição, refletem essa vontade em manter a fotografia viva, em constante experimentação sem nunca se desligar do mundo.

A consciência acerca do seu trabalho, como imagens na história das imagens, torna as suas fotografias em inequívocas obras de arte. Afastando-se da prática do “momento decisivo”, que caracteriza principalmente o fotojornalismo e o documental, Graham acredita que existem vários instantes que podem fazer uma boa imagem, sendo o “antes” e o “depois” igualmente importantes [2]. Desse modo é possível expandir ou parar o tempo numa série de imagens e desta forma criar um fluxo.

Graham mudou-se há alguns anos para os Estados Unidos da América mantendo o seu ritmo de trabalho em vários projetos simultâneos, publicando-os normalmente em livro depois de períodos que vão de vários anos a somente alguns dias (Ceasefire, 6-8 abril 1994). Desde 1986, tem vindo gradualmente a desenvolver um corpo de trabalho sob o título Television Portraits, o qual ainda não fechou mas que já se encontra publicado na sua mais recente monografia, Paul Graham (steidlMACK, Alemanha, 2009), tendo algumas das imagens sido expostas em várias galerias e museus. A data descrita nessa monografia surge portanto aberta: “1986–” [3].

Este corpo de trabalho, que se tem estendido por um período bastante alargado, nasce entre dois trabalhos marcados por um olhar político e social muito forte – a Europa de New Europe e Japão de Empty Heaven. Aliás, em quase todos os seus trabalhos é possível acrescentar essa camada crítica de forma mais ou menos evidente e marcante. Nos trabalhos Television Portraits e End of an Age, Graham parece prescindir à partida dessa camada de interpretação crítica, contudo assegurando-se que deixou espaço para interpretações pessoais ou novas leituras.

As imagens em Television Portraits são retratos de amigos ou pessoas com as quais se foi cruzando nas suas viagens e no desenvolvimento de outros trabalhos. Todas as pessoas retratadas nesse trabalho – homens, mulheres e crianças –, veem televisão e são quase sempre captadas de perfil, no entanto a televisão nunca está no enquadramento, insinuando-se somente pela luz refletida no rosto ou noutros elementos da imagem. São imagens consistentes nas suas grandes dimensões (109 x 89 cm), identificadas pelo nome da pessoa retratada, a cidade onde foi fotografada e a respetiva data. A escala destas imagens possibilita uma imersão na intimidade do retratado e no ambiente doméstico envolvente.

Num desses retratos, com o título Cathy, Londres, 1990, podemos observar uma mulher deitada de lado num sofá. A cabeça e os ombros encontram-se aninhados numa das almofadas do sofá enquanto o antebraço e mão direitos escondem quase totalmente o seu rosto. Uma das almofadas do assento foi deslocada e as pernas e ancas de Cathy assentam nesse espaço vazio, aumentando a sensação de conforto e intimidade que temos ao olhar para a imagem. A fotografia, captada com pouca luz e com uma profundidade de campo reduzida, destaca e mantém focada a sua mão e antebraço direitos, a testa, o cabelo, parte do nariz e uma pequena mancha escura no chão. O seu braço e ombro esquerdos escondem o resto do seu corpo até à cintura. Ao fundo, para lá das calças de ganga azul e dos pés descalços, surge, já bastante desfocada, uma porta fechada contornada por uma moldura de madeira pintada de branco.

Não sabemos se Cathy dorme – não lhe vemos os olhos – ou se na realidade está a olhar para a televisão. É-nos mesmo impossível perceber se está atenta ou distante do que se passa no aparelho. Talvez, por tudo isto, esta e todas as outras imagens da série não se reduzem apenas à leitura íntima de um retrato mas também nos obriguem a pensar no ato de olhar e de ver para além daquilo que está à nossa frente.

Em End of an Age, os retratos de jovens no “virar de uma idade” são apresentados de forma a sugerir essa viragem. Iniciando com imagens de perfil que exibem unicamente o lado esquerdo do rosto e, progredindo depois pela série, passando pelo retrato frontal para depois terminar no lado direito do rosto. Em Television Portraits somos confrontados com o facto de todos os rostos olharem para o lado direito da imagem, reforçando a ideia de que o ato de ver televisão se tornou universal, seja em Londres, Tóquio, Bradford, Tucson ou Quioto (como referem as imagens).

A passividade/distração do sujeito perante a câmara, devido à sua concentração na televisão, permitiu a Graham mimetizar esse mesmo ato de concentração através de um outro visor para registar esse momento. Numa entrevista feita por David Chandler, Graham terá dito que “É a perda de autoconsciência, que é tão fascinante perante a oportunidade de fazer fotografias – esse momento vital que todos os fotógrafos procuram nos seus motivos, quando estão num estado passivo mas no entanto completamente absorvidos por algo que os deixa totalmente fora da tua interação com eles. Sente-se a sua mente em repouso, quase visível, certamente à tona, enquanto o corpo permanece imóvel e nos tornamos de algum modo conscientes da nossa natureza como seres sensíveis.” [4]

Este modo de ver e de representar a realidade nos retratos desta série conduz-nos para um mundo que está para além da imagem e dirige a nossa atenção para aquilo que está fora da imagem: a televisão. Somos confrontados com um conjunto de questões sem resposta: que programa estará a passar e porque estará tão atento o seu espectador. Ou será que esse olhar está para além do que se passa no ecrã do televisor? Porque é que essa atenção se sobrepõe à presença do fotógrafo. Talvez seja por isso que este trabalho, que ainda se encontra em aberto, sirva de aviso constante, quer ao próprio quer a nós, que a fotografia se rege por dois processos fundamentais: o de mostrar e o de esconder.

David Chandler escreveu que “tal como os homens e mulheres nas pinturas de Vermeer, que estes Television Portraits trazem à memória, as pessoas nas imagens de Graham estão tão absorvidos no tempo que passa como naquilo que parecem estar a fazer.” [5]. Seguidamente, compara a janela numa pintura de Vermeer ao televisor nas imagens de Graham, como se tratando de uma luz e de um mundo exterior acelerado e acessível. Reflete um equilíbrio entre interior e exterior, entre movimento e quietude, entre espaço público e privado, entre formas de existência física e uma transitoriedade que liga as imagens de cenários domésticos a uma certa tradição da história da arte, conceptual e formalmente.

Television Portraits parece mostrar-se com um espaço de conforto, descanso e paragem para reflexão, em torno do qual se desenvolve o restante trabalho de Graham e do qual é possível sair através da janela/televisão para outras possibilidades de nos mostrar o (seu) mundo.

Numa conversa com Jenefer Winters, acerca de End of an Age (Scalo, Zurich, 1998), Graham afirma a sua vontade em usar o retrato nos seus trabalhos e de contribuir com a sua parte para esse género. “Porque o retrato é das coisas mais profundas que um fotógrafo pode fazer – expressar quem somos através da nossa presença física. [...] um convite para um envolvimento na vida de outro [...] Observar a vida é influenciar a vida. Então, consegues ver a sua humanidade? Consegues ver-te a ti mesmo?”

Nesse sentido, Graham deixa-nos ser Cathy, Hiromi, Ryo, Jack, Talula, Hal, Yuko, Yuki e até ele próprio.


José Carlos Duarte



NOTAS

[1] Press Release da galeria do artista, 2008.

[2] Russell Ferguson, The moment before and the moment after, in Paul Graham, steidlMACK, Alemanha, 2009.

[3] No site oficial, a data atribuída a este trabalho é diferente: “1986-90”. Supõe-se que está incorreta uma vez que algumas imagens são posteriores a 1990.

[4] Excerto de uma entrevista por David Chandler, publicado num texto do mesmo autor na monografia Paul Graham, steidlMACK, Alemanha, 2009. Traduzido do original: “It is the loss of self awareness that is so entrancing about the opportunity to make photographs - that vital point all photographers seek in their subjects, when they are passive yet completely absorbed in a thing totally outside of your interaction with them. You feel their mind at rest, almost visible, certainly to the fore, as the body is utterly stilled and we become somewhat aware of our nature as sentient beings.”

[5] Idem. Traduzido do original: “Like the men an women in Vermeer’s paintings, that these Television Portraits so bring to mind, Graham’s subjects are as absorbed in time’s passing as they are in what they appear to be doing.”