Links

OPINIÃO


Digital Archaeology, secção dedicada à arquelogia digital da exposição Digital Revolution. Cortesia Mathew G. Lloyd/Getty Images.


Captura de ecrã de Inception. 2010. Cortesia Warner Bros.


Captura de ecrã de FEZ. 2012. Cortesia Polytron Corporation.


Vista de co(de)factory, estrutra dedicada ao design de peças em 3D, Karsten Schmidt. Cortesia Mathew G. Lloyd/Getty Images.

Outros artigos:

MARC LENOT

2017-09-03
CORPOS RECOMPOSTOS

MARC LENOT

2017-07-29
QUER PASSAR A NOITE NO MUSEU?

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

DÁRIA SALGADO

2016-03-18
A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Luís Raposo

2014-05-27
Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

SUSANA POMBA

2008-09-30
SOMOS TODOS RAVERS

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006

share |

RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.



JOSÉ RAPOSO

2014-09-08




Uma celebração da revolução digital: é esta a proposta do Barbican com a exposição Digital Revolution, a decorrer até ao dia 14 de Setembro. A ambição do projecto, “a maior apresentação de criatividade digital alguma vez concebida no Reino Unido”, reflecte-se inequivocamente na sua dimensão: mais de 100 obras, expostas ao longo de 14 salas, agrupadas consoante uma política curatorial que procura colocar em evidência o sentido desta «revolução». A exposição tem uma forte componente arqueológica permitindo assim constatar a alucinante rapidez da evolução tecnológica ao longo das últimas décadas, e o impacto que a utilização de computadores tem provocado quer ao nível da criação artística quer da sua própria distribuição e consumo, em disciplinas e domínios tão diversos como os novos média, o design, o cinema, música e videojogos. Que revolução, afinal, é esta?

A produção de um “blockbuster de verão” dedicado à cultura digital sobre o pretenso signo de revolução é reflexo de algumas questões caracterizadoras do nosso momento. Os motivos são de vária ordem: desde logo, a aproximação às mudanças ocorridas na esfera da produção artística provocadas pelos meios de produção digitais permite esboçar um panorama de um regime mediático heterógeno, onde parece haver a possibilidade de coexistência de produções de grande envergadura (Inception, de Christopher Nolan e Gravity, de Alfonso Cuáron, são os casos de estudo), lado a lado com iniciativas de produtoras independentes (destaque para Robots of Brixton, de Kibwe Tavares); por outro, e esta é uma questão na qual vale a pena insistir quando nos referimos à arte contemporânea, a infiltração ubíqua do paradigma digital em praticamente todos os aspectos das «forças produtivas» parece ter renovado algumas ansiedades relativas à própria noção de meio artístico, muito em particular aquelas enunciadas por Rosalind Krauss enquanto consequência da «desconexão» das práticas artísticas em relação às características específicas do seu próprio meio.

Ainda que não se trate de uma celebração critica do paradigma digital – o ambiente é evocativo daquele típico de uma Exposição Universal – a concentração de um número extraordinário de obras, de várias etapas desta transformação tecnológica e num mesmo espaço, é um evento invulgar, acabando por colocar em evidência, ainda que indirectamente, alguns paradoxos dessa pretensa revolução. A secção de abertura dedicada à arqueologia digital é exemplar de alguns dos problemas conceptuais deste discurso revolucionário: uma das obras de abertura, Pong de 1972, é um videojogo que consiste numa representação muito esquemática do ténis de mesa; a obra com que fecha o segmento é o célebre Angry Birds, de 2009, exposto num IPhone. Revolução de pólvora seca, esta em que acabamos na mesma casa de partida. Numa altura em que os «telefones inteligentes» são um produto massificado, a euforia revolucionária em torno de um conjunto de pássaros zangados terá sempre contornos «revolucionários» muito discutíveis.

Mas a disposição de um grande número obras do nosso passado digital por ordem cronológica tem ainda uma outra leitura, com implicações nefastas. Face à ausência de um discurso que acompanhe o percurso da evolução tecnológica que a exposição procura colocar em evidência, o que fica implícito é que a emergência da «cultura digital» parece derivar e ser determinada pela «tecnologia digital».

Ao ser colocada grande ênfase no aparato tecnológico que suporta tanto o Pong como o Angry Birds, fica-se com a sensação de que a tecnologia é o factor decisivo na materialização dessas culturas, como se a sofisticação gráfica do Angry Birds – ou do Gravity – fosse produto exclusivo da extraordinária evolução do hardware que as suporta. Esta é uma ideia com ramificações complexas e que deve ser encarada com algumas reservas. Charlie Gere, teórico com presença importante nos debates sobre os novos média, autor de obras tão marcantes como Digital Culture 2.0 (Reaktion Books, 2008) ou Art, Time and Technology (Berg, 2006), coloca-se no cerne destas questões trazendo para primeiro plano os contextos económicos e históricos em que essas manifestações culturais se vão produzindo. Em Digital Culture 2.0, Gere chega a propor uma inversão de cenário, uma hipótese que não será livre de provocação: “a tecnologia digital é um produto da cultura digital, e não o contrário” [1]. Para o autor, o «digital» não se refere apenas aos efeitos e possibilidades apresentadas por uma determinada tecnologia, envolvendo antes formas de pensar e fazer que já estão encorpadas no próprio «pensamento tecnológico». É nesse sentido que a presente cultura digital é um fenómeno contingente ao contexto histórico que a sustém: que o Angry Birds esteja no telemóvel no bolso de milhões de pessoas é portanto uma tendência mais devedora do rizoma das estruturas económicas do capitalismo financeiro e do neoliberalismo, do que um «milagre tecnológico» que tornou possível a produção de microchips do tamanho de um alfinete.

Em todo o caso, e essa é uma realidade que a exposição coloca em evidência com algum mérito, a democratização do acesso aos meios de produção contribuiu para uma paisagem mediática menos dependente de estruturas produtivas de grande envergadura, e que impliquem custos astronómicos para o seu desenvolvimento. No campo dos videojogos este tem sido um desenvolvimento significativo, responsável pela emergência de uma cultura indie ideológica e esteticamente distante daquela popularizada por estúdios AAA [2] – FEZ (2012), e The Unfinished Swan (2012), serão exemplos destacados dessa tendência.

O mesmo hardware que torna possível a pirotecnia visual de um filme como o Inception está hoje ao alcance de artistas como Ed Atkins ou Mark Leckey, e esse é um desenvolvimento com consequências marcantes. Nesse sentido, urge averiguar alguns dos efeitos que a proliferação de meios de produção digital têm vindo a provocar no que à arte contemporânea diz respeito, quer ao nível da criação artística propriamente dita, quer numa vertente discursiva aqui entendida enquanto elaboração de um pensamento crítico e teórico.

Uma das reflexões mais sintomáticas da fractura provocada pelo paradigma do digital no seio da arte contemporânea está patente no artigo publicado por Claire Bishop numa edição da Artforum (Setembro de 2012) justamente dedicada ao tema. Em Digital Divide [3], Bishop interroga a natureza da abstenção da arte contemporânea perante as mutações tecnológicas que têm vindo a ocorrer, impossíveis de ignorar: “Quantos artistas confrontam o significado de pensar, ver e produzir afecto mediante as tecnologias digitais? Quantos tematizam efectivamente esta questão e reflectem de forma profunda sobra a experiência que é assistir à digitalização da nossa existência?” (tradução minha). Para Bishop, e esta é uma questão fundamental, existe uma excepção à regra, materializada na esfera dos «novos média», no seu entender um campo autónomo com estruturas e modelos discursivos próprios. Característico desta «divisão» (de um lado os «novos média», do outro a arte contemporânea) é a forma como a autora se refere à utilização de código da parte dos artistas, motivo aliás de acesa contestação numa série de reacções ao artigo [4]. Na visão da autora, “código é algo inerentemente estranho [5] à percepção humana. O seu suporte é um modelo linguístico. Converta-se um ficheiro .jpg para .txt e aí se encontrarão os seus ingredientes: uma receita ilegível de números e letras, sem qualquer significado para o utilizador comum.” (tradução minha). De facto, o artigo de Bishop acaba por ser sintoma do problema que se propõe a analisar ao longo da sua argumentação: a linguagem crítica com que se refere ao «código» é emblemática da distância que separa os dois campos, sugerindo aliás alguma incapacidade em lidar com a dimensão material do código enquanto medium.

A exclusão do código da esfera do humano é portanto uma leitura que deve ser encarada com alguma suspeita: para além ser concebido e implementado pelo intelecto humano, é muita das vezes produto da actividade de artistas, aspecto aliás integrante da sua actividade artística (evidentemente; como poderia não o ser?). [6]

É no contexto desta discussão sobre o lugar dos novos média no campo da arte contemporânea que a secção dedicada ao código em Digital Revolution se acaba por revelar num dos apectos mais interessantes de toda a exposição. DevArt, é assim denominada a secção curada em parceria com o Google, partiu de um processo aberto de candidaturas e coloca em evidência algumas das questões que aqui têm vindo a ser elaboradas, nomeadamente aquelas relacionadas com as abordagens artísticas focadas nas potencialidades artísticas das linguagens de programação [7]. Uma das obras mais relevantes do programa DevArt é o projecto proposto por Karsten Schmidt, co(de)factory. No sítio online que acompanha a exposição, podem ser criadas peças em 3D a partir do código implementado por Schmidt; diariamente será selecionada uma peça, que será fabricada on site ao longo do dia através de uma impressora 3D instalada no local. No espaço expositivo Schmidt colocou uma estrutura desenvolvida pelo mesmo sistema, onde os visitantes da exposição podem interagir com as capacidades criativas da sua proposta.

A impressão em 3D é assim uma das plataformas associadas aos novos média que vai adquirindo maior visibilidade dentro da arte contemporânea. Um dos artistas que tem vindo a desenvolver um corpo de trabalho bastante consistente neste domínio é Oliver Laric. O projecto que desenvolveu em parceria com a Usher Gallery, Lincoln 3D Scans, é emblemático da utilização da impressão 3D, nomeadamente enquanto estratégia mobilizadora de um conjunto de investigações relacionadas com as consequências das tecnologias de reprodutibilidade técnica de obras de arte: o artista scaneou as peças da coleção do museu, disponibilizando os ficheiros de forma a que estes possam também ser alterados e imprimidos pelos utilizadores [8].

O programa DevArt acaba ainda por refletir a problemática relação entre as estruturas socioeconómicas e a direcção que o «progresso tecnológico» vai tomando. Nesse sentido, e tendo em conta o branding do Google, não será de surpreender a polémica que surgiu em consequência da imposição para que os projectos utilizassem código da empresa para o seu desenvolvimento: um grupo de artistas decidiu criar uma exposição paralela, acessível apenas a partir das imediações do Barbican, onde é defendida uma visão menos corporativa da intervenção tecnológica na criação artística [9].

Face ao exposto, compreende-se que a inclusão de «metodologias de trabalho com recurso a «novos média» em práticas artísticas contemporâneas esteja longe de ser uma problemática com contornos definidos. A distinção, se é disso que se trata, entre obras que abordam enquanto tema a ubiquidade digital na cultura contemporânea, e obras que se servem «apenas» da tecnologia para a sua elaboração, não parece tão pouco ser um exercício intelectual esclarecedor. Os comentários de Edward Shanken [10] a esse propósito são claramente ilustrativos dos contornos nebulosos desse debate. Dando conta de um painel, por si organizado e presidido, que decorreu na edição de 2011 da Art Basel, e que contou com a participação de nomes como Nicolas Bourriaud e Peter Weibl - personalidades absolutamente relevantes para a formação do discurso contemporâneo – Shanken faz questão de sublinhar a separação existente entre aquilo que denomina de New Media Arts (NMA) e Mainstream Contemporary Art (MCA). Shanken, sem qualquer surpresa aliás, parece ser particularmente crítico face à posição - a seu ver preconceituosa - de teóricos como Bourriad, que valorizam a contribuição das novas tecnologias no que diz respeito à produção artística propriamente dita, mas que relativizam e ignoram a “utilização explícita da tecnologia enquanto meio artístico de próprio direito” [11].

Na medida em que nos é permitido acompanhar o impulso utópico que define parte significativa deste paradigma digital, imagine-se então um futuro onde a criação artística se movimente à velocidade do pensamento, numa subversão surpreendente daquela visão proposta por Bill Gates e plasmada na célebre publicação Business @ The Speed of Thought.


José Raposo

 

 

:::

Notas
[1] David Gere (2008). Digital Culture 2.0. London: Reaktion Books. p.17
[2] AAA é o «valor» mais elevado da escala de classificação utilizada pela indústria de vídeo jogos para categorizar as produções de acordo com os custos de produção e promoção.
[3] O artigo está disponível online: https://artforum.com/inprint/issue=201207&id=31944&pagenum=0
[4] Valerá a pena acompanhar a discussão na caixa de comentários.
[5] Inherently alien, é a expressão no inglês original.
[6] Esta posição é também reflectida na argumentação seguida por Honor Harger em http://honorharger.wordpress.com/2012/09/02/why-contemporary-art-fails-to-come-to-grips-with-digital-a-response-to-claire-bishop/
[7] No sitio online que acompanha este segmento da exposição, e onde pode ser acompanhado o desenvolvimento dos projectos selecionados, é patente um tom pedagógico e educativo, numa tentativa nítida de “desmistificação”: https://devart.withgoogle.com
[8] As obras estão disponíveis para consulta/download no seguinte endereço: http://lincoln3dscans.co.uk/
[9] Exposição e respectivo manifesto acessíveis em http://hacktheartworld.com/
[10] Editor de Art and Electronic Media. 2009. Londres: Phaidon.
[11] Edward Shanken apud Domenico Quaranta. Beyond New Media. 2013. Brescia: Link Editions.