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PEQUENO ELOGIO DO ARCAICO

PAULO PROVIDÊNCIA


Faz algum tempo, um amigo meu referia-se a determinada arquitectura como sendo arcaica, ou como tendo um pendor arcaico; concordei, quase instintivamente, mas pouco depois a observação voltou a aflorar na minha consciência. Assim, e para resolver a questão que se tinha colocado, aproveitei um convite para fazer uma apresentação na PechaKucha Night Porto 05 para abordar, de uma forma fluida, como é característico dessas apresentações (20 imagens com 20 segundos cada uma), algumas implicações que o termo pode ter na cultura em geral, e particularmente na arquitectura. Não se trata de construir uma teoria sobre o arcaico, e muito menos uma teoria sobre as permanências ou sobrevivências do arcaico em arquitectura, mas apenas contar uma pequena história em que o arcaico surge como que constituinte do homem, apesar de todos os esforços de emancipação prometidos pela modernidade.


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Paulo Providência
Licenciado em Arquitectura pela FAUP (1989). Doutorado em Arquitectura pela Universidade de Coimbra (2006), onde lecciona. É investigador do Centro de Estudos Sociais. Da sua actividade de projecto destaca o Centro de Saúde de Vila do Conde (2006), a Igreja de S. Salvador de Figueiredo (Braga, 1998) ou os Balneários de S. Nicolau (Porto, 1992). Editor de Georges Teyssot: Da teoria de arquitectura - doze ensaios (Edições 70, 2010); prepara edição dos Colóquios de Outono de 2009 da Universidade de Coimbra, sob o tema: "Intersecções de Antropologia e Arquitectura", de que foi co-organizador.