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ENTREVISTA


Eugene Tan


Osage Soho, Hong Kong.


Osage Kwun Tong, Hong Kong.


Osage Kwun Tong, exposição colectiva, 2008.


Osage Kwun Tong, exposição de Jiang Zhi, “On the White” (fotografia e performance), 2008.


Osage Kwun Tong, exposição de Miao Xiaochun, “Microcosm” (pintura), 2008.


Osage Singapura


Osage Singapura, Zulkifle Mahmod, “Dancing with Frequencies”, 2008. Instalação interactiva, dimensões variáveis.


Osage Singapura, Li Xinping, “Elfland”, 2008. Óleo s/tela, 1000 x 530 cm.


Osage Xangai

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EUGENE TAN


Eugene Tan é historiador e crítico de arte, curador e director artístico da Osage (Hong Kong, Pequim, Singapura e Xangai). Desempenhou a função de director do Instituto de Arte Contemporânea de Singapura (ICA), foi curador do pavilhão de Singapura na 51ª Bienal de Veneza e co-curador da 1ª Bienal de Singapura em 2006. O núcleo de galerias Osage opera como uma plataforma em rede e desempenha um papel fundamental na divulgação de artistas da China, Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Taiwan. Nesta conversa, Eugene Tan falou-nos da estrutura das galerias, dos artistas com quem trabalham, e ainda do mercado e das feiras de arte de Hong Kong e Xangai.

Por Sandra Lourenço


P: Foi director do Instituto de Arte Contemporânea de Singapura, e posteriormente co-curador da 1ª Bienal de Singapura em 2006, sob o tema “Belief”. Como vê essas duas funções e qual importância de ambas as estruturas no contexto local?

R: O Instituto de Arte Contemporânea de Singapura é uma instituição privada com apoio estatal que se dedica à pesquisa e à divulgação da arte contemporânea asiática e internacional. O instituto está integrado numa universidade com uma estrutura multidisciplinar que envolve as artes visuais, as artes performativas, o cinema e o design, criando uma ponte entre o ambiente académico e a realidade profissional. Enquanto director do instituto, um dos meus principais objectivos era a sensibilização e a divulgação da arte contemporânea no contexto local através de um programa de pesquisa, projectos expositivos, publicações e conferências. No início não foi fácil no que diz respeito à sensibilização, pois apesar de ser uma sociedade multicultural, Singapura está muito focada no desenvolvimento económico. Por sua vez, a minha co-curadoria na bienal constituiu-se como um trabalho conjunto com curadores de outros países e, de certa forma, funcionou como uma extensão do meu papel no instituto, ou seja, na difusão da arte contemporânea mas a uma outra escala. Visto ter sido a primeira bienal local, revelou-se um desafio para todos nós em termos da organização do evento e das expectativas quanto à recepção do público. O próprio tema da bienal remetia para uma incerteza relativamente a certas questões com as quais nos debatemos hoje. Procurámos centrar-nos na ligação do tema com o sistema artístico e com o espaço público. O desenvolvimento deste último núcleo era muito importante para nós porque incluía uma série de exposições em espaços do quotidiano que não estavam relacionados com a arte, estabelecendo assim uma ligação muito interessante com as pessoas e com a arquitectura. A instituição e a bienal são evidentemente duas estruturas com mecanismos diferentes, mas com um objectivo comum – a recepção e a divulgação da arte contemporânea – e, por isso, fundamentais no actual contexto local.


P: Como surgiu a possibilidade de integrar a Osage como director artístico?

R: O convite surgiu quando ainda desempenhava as funções de director do Instituto de Arte Contemporânea e de consultor da Sotheby em Singapura. A ideia de produzir e desenvolver um programa para uma galeria sediada em quatro cidades revelou-se bastante apelativa, sobretudo porque não existem muitas galerias na Ásia com esta estrutura em rede. Actualmente a Osage realiza um trabalho que compete a uma instituição.


P: A Osage opera então como uma plataforma em quatro cidades que são diferentes entre si. Nesse sentido, como define essa plataforma em rede e as especificidades de cada galeria?

R: Devido à vastidão da Ásia, seja em termos de dimensão ou de diversidade cultural, ainda existe um desconhecimento quanto à actividade artística das diferentes regiões. A itinerância é uma das principais características da Osage, pois permite-nos mostrar ao público o trabalho desenvolvido por vários artistas asiáticos. Acreditamos que esta mobilidade proporcionará muito mais facilmente o diálogo entre as diferentes comunidades e o conhecimento do que se produz em termos de arte contemporânea nesta parte do mundo. Todavia, como cada cidade é realmente diferente, cada galeria é gerida de acordo com as características da cidade onde se encontra. Por exemplo, os artistas filipinos e tailandeses encontram muito mais receptividade em Singapura ou Hong Kong do que em Pequim ou Xangai, enquanto os artistas chineses acabam por ter uma boa receptividade em todas as cidades. Também pelas especificidades físicas dos espaços, as galerias de Singapura e Hong Kong mostram mais instalação interactiva e performance do que as outras galerias.


P: Um dos primeiros espaços a abrir portas foi o núcleo de Hong Kong em 2004, e nas outras cidades?

R: Sim. A Osage abriu primeiro em Hong Kong na zona do Soho, de seguida em Pequim e Singapura em 2005, e em Xangai em 2006. Ainda em 2006 abrimos uma nova galeria em Hong Kong, na zona de Kwun Tong – uma antiga área industrial agora ocupada por espaços artísticos. Nesta galeria abrimos a Osage Open e a Osage Atelier. Temos ainda outro espaço em Pequim que se destina à residência artística.


P: Em que consistem a Osage Open e a Osage Atelier?

R: A Osage Open inclui três espaços: um espaço interior com 1,500 m2, que pode acolher diferentes exposições em simultâneo; e dois espaços no exterior, um espaço com 200 m2 e o outro com 400 m2. Todos os espaços foram remodelados, mas mantivemos o seu aspecto industrial. Os espaços exteriores recebem eventos artísticos mais experimentais, que incluem sobretudo performances, instalações interactivas e multimédia. Estes dois espaços podem ainda ser organizados de forma a receberem outras actividades como workshops, conversas e encontros artísticos. A Osage Atelier é, por sua vez, um espaço com 150 m2 que acolhe sobretudo exposições de pequeno formato de desenho, pintura, escultura e joalharia. Funcionam como dois espaços complementares.


P: Como descreve a estrutura organizacional das galerias?

R: A programação é definida por mim com o conhecimento e a aprovação da directora, Agnès Lin. Trabalhamos desde Hong Kong, estabelecendo um programa que se rege segundo alguns critérios e que, posteriormente, é discutido com a restante equipa de curadores. Depois cada uma das galerias tem um curador que trabalha esse programa de acordo com as especificidades de cada contexto, mas mantendo sempre um contacto com a equipa de Hong Kong.


P: Podemos dizer que Hong Kong é o centro das decisões…

R: Sim. Hong Kong continua a funcionar como o núcleo central da rede de galerias.


P: Quais são os principais critérios programáticos que regem as galerias?

R: O nosso programa expositivo rege-se segundo quatro conceitos ou palavras-chave que são comunicação, percepção, interacção e ideia. Cada um destes conceitos assenta numa perspectiva, onde se incluem os núcleos de obras que pretendemos apresentar. Por exemplo, a palavra comunicação subentende trabalhos que estimulam a imaginação ou que trabalham níveis de intensidade que possam suscitar experiências sensitivas e radicais; a palavra percepção subentende trabalhos que ultrapassam as questões locais e nacionais, que se focam em temas como alteridade e diferença; a palavra ideia pressupõe trabalhos mais conceptuais, enfim… Claro que este critério não se sobrepõe aos artistas nem aos meios que utilizam para trabalhar, nem é um critério de exclusão. É antes uma forma de orientação para nos ajudar a criar um equilíbrio perante a diversidade de artistas com quem trabalhamos e as especificidades das cidades onde operamos. Geralmente um núcleo interliga-se com outro núcleo, independentemente da linguagem visual de cada artista.


P: Onde obtêm os apoios?

R: Parte do apoio das galerias vem da sua vertente comercial, principalmente dos coleccionadores com quem trabalhamos. A outra parte vem da Fundação Osage, uma organização filantrópica que se dedica exclusivamente à sensibilização e formação artística das comunidades, ao desenvolvimento da cooperação cultural com outras estruturas públicas e privadas, e ainda à divulgação da programação artística junto das escolas e universidades. Como resultado deste trabalho conjunto, a Osage consegue despertar o interesse do público em geral quanto à programação artística e educacional desenvolvida pelo núcleo das suas galerias.


P: A Osage trabalha com artistas de vários países asiáticos. Alguns dos artistas já têm um trabalho consistente com reconhecimento local e internacional, outros estão ainda no início das suas carreiras. Que género de relação profissional mantêm com os artistas e qual o vosso critério de representação?

R: A nossa intenção é cultivar relações de longo prazo com todos os artistas com quem trabalhamos, só desta forma é possível conhecê-los, bem como aos seus processos, de modo a proporcionar-lhes uma apresentação consistente. De qualquer maneira algumas destas relações resultam na representação exclusiva do artista, outras não. Aqueles que representamos exclusivamente não têm de se preocupar com a vertente comercial do seu trabalho porque empenhamo-nos bastante para que consigam obter boas vendas. Isto permite-lhes terem liberdade suficiente para se focarem apenas no processo artístico. O factor determinante na escolha dos artistas que representamos exclusivamente é obviamente o próprio trabalho, isto é, damos preferência a trabalhos com um ponto de vista crítico, que questionam o processo artístico e o contexto que os envolve. No fundo, esse factor de escolha implica acreditarmos que o artista reúne qualidades estéticas e criativas que, eventualmente, propiciarão uma projecção a nível local e internacional. Neste momento trabalhamos com artistas que cruzam vários media, ou seja, fotografia, pintura, desenho, escultura, instalação, multimédia e performance. Claro que a fotografia e a pintura são os géneros que melhor vendem.


P: Qual é a percentagem que a galeria cobra aos artistas?

R: Cobramos 50%.


P: É uma realidade que os artistas chineses e indianos conseguiram muito mais projecção internacional em relação a outros artistas asiáticos. Qual é o vosso empenho quanto aos artistas com menos visibilidade?

R: Para lá das qualidades estéticas dos artistas chineses e indianos, essa projecção decorreu também do desenvolvimento económico que a China e a Índia sentiram nos últimos anos que, por sua vez, se repercutiu nos seus mercados artísticos; esta situação de causa-efeito está atenuar-se de acordo com a actual conjuntura. Cada país asiático é económica e socialmente diferente. Embora já haja uma certa dinâmica em termos de investimento artístico por parte de particulares, a verdade é que alguns países ainda têm escassas estruturas culturais, escassas estruturas de ensino e uma política de apoio deficiente por parte do Estado; refiro-me nomeadamente às Filipinas, à Malásia e à Indonésia. Esta situação leva a que os artistas optem por estudar fora, procurando outras oportunidades que o seu país não lhes consegue facultar. É efectivamente um investimento a nível pessoal e profissional. Por isso, decidimos proporcionar-lhes formas de apoio, na apresentação e divulgação do seu trabalho. Recentemente, apresentámos uma exposição colectiva de artistas filipinos em Singapura, que teve uma enorme adesão por parte do público. São artistas que vivem entre as Filipinas e outros países, com percursos e processos diferentes.


P: Qual é a sua opinião sobre as feiras de arte de Hong Kong e Xangai?

R: São as duas feiras mais importantes e bem organizadas da Ásia. Houve, desde logo, um grande empenho por parte das organizações quanto ao seu profissionalismo e à sua internacionalização. Claro que o facto de se realizarem em duas cidades estratégicas sob o ponto de vista financeiro e da sua própria localização, contribui sem dúvida para a sua internacionalização. Talvez a feira de Xangai seja mais reconhecida pelo facto do seu director ser estrangeiro, refiro-me particularmente a Lorenzo Rudolf, anteriormente director da Art Basel. Por conseguinte, a sua experiência enquanto director permitiu-lhe consolidar ligações vantajosas com coleccionadores e galerias ocidentais. Acho que existe também uma certa exotização por parte do público ocidental relativamente à cidade de Xangai. Aquando da sua primeira edição em 2007, a feira de arte de Xangai era realmente a única feira da região asiática com uma projecção internacional. De qualquer maneira, têm ocorrido alguns problemas internos na sua organização que se prendem justamente com a saída dos antigos directores, por isso não sabemos que rumo irá tomar. Acredito que a organização da feira de Hong Kong, que se realiza agora em Maio, irá investir bastante na sua internacionalização.


P: Pelo menos o número de galerias internacionais irá aumentar… Que artistas a Osage mostra nas feiras? Tendo em conta a crise que se faz sentir a nível global, quais são as vossas expectativas relativamente à feira de Hong Kong?

R: Por enquanto, ainda mostramos apenas artistas chineses do continente e de Hong Kong com quem trabalhamos há mais tempo. De qualquer forma, as nossas exposições com outros artistas asiáticos estão a correr muito bem; é possível que dentro de um ou dois anos alguns desses artistas já estejam presentes na feira. Com a actual conjuntura e com a consequente queda das vendas, sinceramente estou um pouco céptico em relação ao sucesso da feira. Por outro lado, lembro-me que a crise asiática do final dos anos noventa não travou o investimento na arte nem o aparecimento de espaços artísticos. Talvez o aumento do número de galerias traga eventualmente mais compradores que não tenham receio em investir.


P: A Osage participa em feiras ocidentais?

R: Ainda não. Neste momento a prioridade é consolidar a nossa posição na Ásia, talvez abrindo outro espaço noutra cidade asiática. Mas temos intenção de participar num futuro próximo e, quem sabe, abrir uma galeria num país ocidental.


P: Qual é a sua opinião sobre o actual mercado artístico asiático e quais as vossas expectativas perante o actual cenário de crise?

R: O mercado asiático é um meio abstracto e obscuro, onde se gerem muitos interesses, por vezes não se sabe muito bem com quem se está a lidar… Neste momento, existe de facto uma crise financeira global que se repercute na queda das vendas. Apesar de tudo, acho que o abrandamento do mercado artístico tem o seu lado positivo, sobretudo para nos fazer reflectir sobre o seu papel no desenvolvimento da arte contemporânea local. A procura excessiva de novos potenciais pode ser um bom sinal, mas também pode ter efeitos nocivos para os artistas. Os momentos de crise geralmente indiciam momentos de mudança, por isso tento manter o optimismo. No que diz respeito à Osage, o panorama ainda se mantém estável. Geralmente, investimos muito na relação profissional com os coleccionadores. Interessam-nos particularmente aqueles que não se centram apenas no valor estabelecido pelo mercado, mas que partilham afinidades pela nossa programação e pelos artistas com quem trabalhamos. Em cada cidade onde a Osage se estabelece, temos uma directora de marketing e uma assistente cujo trabalho é cultivarem e solidificarem essas relações.


P: Qual é a proveniência dos coleccionadores com quem trabalham?

R: Os coleccionadores asiáticos com quem trabalhamos vêm da China, Singapura, Índia, Malásia e Filipinas. Os coleccionadores ocidentais concentram-se nos E.U.A., Inglaterra, Alemanha, Suíça, França e Espanha. Também conhecemos coleccionadores nas feiras de arte das cidades onde não temos galerias.


P: A Osage está aberta a propostas de curadores estrangeiros?

R: Sim, uma vez por ano estamos abertos a propostas de curadores de fora. Em todo o caso, não aceitamos exposições que apenas integrem artistas estrangeiros; uma das exigências é, precisamente, a integração de artistas asiáticos.



LINK
www.osagegallery.com