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Nicola Costantino, Trilogy of Nicola’s death III and IV, 2008


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AUGUSTO CANEDO - BIENAL DE CERVEIRA


A Bienal de Cerveira, que irá decorrer de 27 de julho a 14 setembro 2013, cumpre 35 anos. Com um modelo semelhante ao iniciado em 1978 apresenta um Concurso internacional e artistas convidados, destaca um artista homenageado, e desenvolve projetos curatoriais, performances, residências artísticas, ateliers/workshops, conferências e debates, visitas guiadas e concertos, entre outros. Este mês publicamos uma entrevista ao diretor artístico desta 17ª Bienal, Augusto Canedo.



P: Pode fazer um balanço do Concurso Internacional da 17ª Bienal de Cerveira?

R: Positivo. Foram alcançadas as expectativas, quanto ao número de candidatos e em relação à qualidade das obras apresentadas. Sobretudo, no que respeita ao alcance internacional da Bienal de Cerveira.

O Concurso Internacional da 17ª Bienal de Cerveira contou com 590 candidatos, um acréscimo de 39% em relação à edição anterior (2011), sendo que mais de metade são estrangeiros. No total foram mais de mil obras a concurso (mais 40% que na 16ª edição), representando áreas criativas como a Pintura, Gravura, Fotografia, Vídeo, Performance, Cerâmica, Escultura, de artistas de 46 países de quatro continentes diferentes (América, Ásia, África e Europa). Foram pré-selecionadas 134 obras e 99 artistas de 14 países distintos, sendo os mais representados Portugal, Espanha, Brasil, Sérvia, Japão e Alemanha.



P: Falando agora da pré-seleção. Das mais de 1000 obras, quantas passarão à próxima fase?

R: Contando com as obras de videoarte e as performances cerca de 80 a 100.



P: Quais foram os critérios de pré-seleção?

R: À partida o júri tinha consciência das limitações físicas para apresentar as obras em apreciação. Limites de espaço e de recursos, em relação às exigências de eventuais projetos. As decisões foram tomadas por maioria, mas sempre dentro dos limites razoáveis do consenso desejável… Cada jurado, apenas responde perante a sua própria consciência. Mas é claro que se privilegiou a representação de jovens artistas, emergentes e alguma atenção para artistas de outros países, também… tivemos que preterir artistas que já foram apresentados em edições anteriores e cuja obra a concurso não revelava diferenças significativas, em relação à anterior. Procurou-se sempre a excelência das obras ou projetos a concurso, de alguma forma valorizou ser surpreendido… Por vezes, o percurso artístico, também foi tido em consideração. Aconteceu que, por falta de mais espaço para a secção Concurso, muitos artistas com igual importância daqueles que foram selecionados, não puderam ser aceites nesta edição… Os critérios para esta difícil escolha foram diversos, mas sempre dentro do maior respeito pela obra de todos e com a melhor das intensões e seriedade. A ideia de conjunto, por vezes ganha alguma predominância! Nestes processos há sempre alguma subjetividade… é inevitável e faz parte da natureza da apreciação da arte. Tenho consciência que, por isto, há alguma injustiça em relação a artistas muito interessantes… Espero que compreendam e que haja outra oportunidade futuramente.



P: Fale-nos um pouco acerca dos elementos que constituíram o júri de pré-seleção.

R: Não fugindo muito à regra, o costume: artistas e professores, críticos de arte/ curadores (Lourenço Egreja, curador; João Mourão, curador; Francisco Laranjo, Diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto), que se têm afirmado pelos textos que editam, pelas ideias acerca da arte e pelo interesse suscitado pelos projetos realizados… obtendo, por isso, o reconhecimento público… Neste painel, ainda foi convidado um jurado originário duma área diferente. O escritor Valter Hugo Mãe, que enriqueceu as decisões do júri, porque trouxe uma sensibilidade própria de outro espaço da criatividade, cruzando-se, assim, saberes diferentes.



P: Para quando a seleção final?

R: Neste momento ainda se estão a rececionar obras enviadas de fora do espaço europeu e as restantes já foram desembaladas e distribuídas para serem reapreciadas. Apenas não serão incluídas aquelas que levantem problemas, exigências, que não consigamos atender.



P: Relativamente às Residências Artísticas, quais foram os critérios de seleção e o que podemos esperar do programa de Residências Artísticas de 2013?

R: Relativamente ao Concurso de Residências Artísticas, a decorrer de 5 de agosto a 14 de setembro, contabilizaram-se 61 projetos de 98 artistas e 15 países distintos. No total foram selecionados 14 projetos, 20 artistas de Portugal, Espanha, Brasil, Japão, Nepal e Chile, que irão desenvolver trabalhos nas áreas de gravura, serigrafia, vídeo, desenho, pintura, entre outras. Além do que se possa entender por “qualidade”, procurou-se alguma diversidade no tipo de projetos e que a sua realização permitisse a visitação do público… Excluímos alguns que, sendo bastante interessantes, não eram fáceis de realizar dentro das condições de que dispomos. Alguns projetos implicam a participação do público e realizam-se no espaço exterior, outros, serão realizados em espaço de atelier.



P: O que nos pode desvendar acerca do programa da 17ª Bienal de Cerveira?

R: A Bienal de Cerveira que cumpre nesta edição 35 anos, mantém-se estruturada segundo o modelo que a caracterizou ao longo de um percurso iniciado em 1978. Assim, o evento integrará: Concurso Internacional e Artistas Convidados, Artista Homenageado, Projetos Curatoriais, Performances, Residências Artísticas, Ateliers/Workshops, Conferências e Debates, Visitas Orientadas às Exposições e Concertos, entre outros. Nas Curadorias, iremos contar com a presença de Celeste Cerqueira e Silvestre Pestana, Daniel Rangel, Fátima Lambert e Rita Monteiro, María Falagán, Manuel Taborda Pereira, Nuno Faria, Lourenço Egreja, entre outros. De referir ainda uma curadoria de arte jovem, de Albuquerque Mendes e Luis Coquenão (em parceria com o Instituto Português da Juventude e do Desporto (IPDJ). O coletivo Cataclistics e o Project Rooms/Working Progress, na República das Artes, estarão também presentes nesta 17.ª edição, destacando, ainda, a presença da artista servia Marina Abramovic com uma vídeo performance.

As Conferências e Debates terão início no dia 28 julho com a “Conferência de Homenagem ao Pintor Henrique Silva”; a 10 agosto “Arte, Crise e Transformação”; e, finalmente, a 31 de agosto a “Conferência 35 anos”. De acrescentar, ainda, que serão também organizadas Conversas com Artistas a 30 e 31 de julho, no âmbito da curadoria de Fátima Lambert e Rita Monteiro.

Para além dos Ateliers Infantis (agosto) dedicados aos mais novos, a 17ª Bienal de Cerveira irá promover Ateliers Livres para artistas presentes e convidados, nas áreas de pintura, desenho e gravura (Filipe Rodrigues e Choichi Nishikawa). O curador Nuno Faria promove, também, de 5 a 8 de agosto, um Ciclo de Cinema e o workshop "Fazer, trazer, ser a própria casa: do caracol à caravana", para crianças e jovens, na área do desenho, maquetagem, visionamento de imagens e filmes e discussão de ideias e conceitos. Para além das Visitas Guiadas, que decorrerão aos sábados de 3 de agosto a 7 de setembro e serão realizadas por Augusto Canedo, Henrique Siva, Nuno Faria, Manuel Taborda Pereira e Silvestre Pestana, a 17ª Bienal de Cerveira abrirá portas, nas duas últimas semanas de setembro (16 a 27), exclusivamente para visitas orientas a Instituições de Ensino e IPSS (gratuitas, mediante marcação em bienaldecerveira.pt).

Posso, ainda, acrescentar, entre outros momentos musicais, o Grupo de Experimentação e Improvisação livre – “Strangese”, de alunos da Lic. em Educação Musical da ESE/IPP, orientados por Francisco Monteiro que, no dia da inauguração e entre 27 a 29 agosto, realizarão ações de rua, performances e workhops, e o Ciclo de Concertos BIE – nova musica eletrónica exploratória, a 30 e 31 agosto, com os artistas Sturqen, Pão, Palmer Eldritch e Black Koyote.

No fim de semana 13 e 14 setembro decorrerá, ainda, a Festa de Encerramento da 17ª Bienal de Cerveira com concertos, animação de rua e muitas outras atividades.



P: Relativamente à expansão geográfica do evento… quais as cidades e espaços expositivos escolhidos este ano e qual o motivo?

R: Continuando a apresentar a Bienal de Cerveira em polos externos ao concelho de origem, depois de, em 2011, se ter estendido às cidades do Porto (Palacete dos Viscondes de Balsemão) e de Vigo (Casa das Artes), este ano foi-nos proporcionada a possibilidade de estarmos presentes em duas cidades ligadas por laços históricos, desde o nascimento e afirmação da nacionalidade lusa: Santiago de Compostela (Casa de la Parra) e Braga (Casa dos Crivos).

Braga porque é central na região do Minho e Santiago, na Galiza e ainda, por ter uma dinâmica cultural muito considerável… de facto, fazemos parte dum percurso, dum mesmo trajeto… Em Santiago, vamos apresentar um projeto curatorial de Lourenço Egreja e Fátima Lambert, designado “Do barroco para o barroco - está a arte contemporânea”. Já em Braga, com a exposição “Gelosias e outras formas de ver”, procura-se estabelecer uma conexão, entre as estórias e as imagens que este lugar evoca e os diferentes processos de “velar”, (do latim velo, -are) as figuras, nas obras de Ana Cristina Leite, Daniela Steele, Isabel Padrão e Teresa Rodrigues.



P: Quais as suas expectativas para esta Bienal?

R: As mesmas de sempre. Fazer o melhor possível, para que os artistas participantes na Bienal e os curadores sintam que vale a pena estar presente em cada edição e reconheçam que a Bienal de Cerveira é um evento de referência da arte em Portugal. O grande interesse, que desde sempre tem suscitado internacionalmente, deixa-nos a certeza de que há 35 anos, estamos no bom caminho.

Espero também que os média venham a cumprir a sua função de informar, de contribuir para o desenvolvimento da cultura e da descentralização, como acontecia até à década de 80. Ultimamente, e apesar de cada vez haver mais recursos tecnológicos, a comunicação social, tem-se revelado uma deceção, ao valorizar assuntos bem mais banais…

Ainda há poucos dias tomei conhecimento, com muito agrado que, em Espanha, muitos artistas já consideram a Bienal de Cerveira, como um destino de peregrinação… Apesar de não termos as condições, nem os apoios institucionais, para trazer um barco Rabelo, do rio Douro até à foz do Minho, damos oportunidade a inúmeros artistas. Sei que a 17ª bienal de Cerveira vai alcançar um elevado nível e apresentar obras, projetos e artistas de grande importância… espero que todos apreciem. É por tudo isto, que nos empenhamos!



Bienal de Cerveira
www.bienaldecerveira.pt