Links

ENTREVISTA


Eugenio Lopez


Vista da exposição Un Lugar en dos dimensiones: Una selección de colección Jumex + Fred Sandback, curadoria de Patrick Charpenel.


Vista da exposição Un Lugar en dos dimensiones: Una selección de colección Jumex + Fred Sandback, curadoria de Patrick Charpenel.


Vista da exposição Un Lugar en dos dimensiones: Una selección de colección Jumex + Fred Sandback, curadoria de Patrick Charpenel.


Vista da exposição Un Lugar en dos dimensiones: Una selección de colección Jumex + Fred Sandback, curadoria de Patrick Charpenel.


Cosmogonía doméstica, de Damián Ortega. Obra comissionada e produzida pela Fundação Jumex para o pátio do Museu Jumex.


Vista da exposição James Lee Byars: 1/2 an Autobiography, curadoria de Magalí Arriola e Peter Eleey.


Vista da exposição James Lee Byars: 1/2 an Autobiography, curadoria de Magalí Arriola e Peter Eleey.


Vista da exposição The Corrupt Show and the Speculative Machine, do colectivo dinamarquês Superflex.

Outras entrevistas:

PENELOPE CURTIS



EUGÉNIA MUSSA E CRISTIANA TEJO



RUI CHAFES



PAULO RIBEIRO



KERRY JAMES MARSHALL



CÍNTIA GIL



NOÉ SENDAS



FELIX MULA



ALEX KATZ



PEDRO TUDELA



SANDRO RESENDE



ANA JOTTA



ROSELEE GOLDBERG



MARTA MESTRE



NICOLAS BOURRIAUD



SOLANGE FARKAS



JOÃO FERREIRA



POGO TEATRO



JOSÉ BARRIAS



JORGE MOLDER



RUI POÇAS



JACK HALBERSTAM



JORGE GASPAR e ANA MARIN



GIULIANA BRUNO



IRINA POPOVA



CAMILLE MORINEAU



MIGUEL WANDSCHNEIDER



ÂNGELA M. FERREIRA



BRIAN GRIFFIN



DELFIM SARDO



ÂNGELA FERREIRA



PEDRO CABRAL SANTO



CARLA OLIVEIRA



NUNO FARIA



JOÃO PEDRO RODRIGUES E JOÃO RUI GUERRA DA MATA



ISABEL CARLOS



TEIXEIRA COELHO



PEDRO COSTA



AUGUSTO CANEDO - BIENAL DE CERVEIRA



LUCAS CIMINO, GALERISTA



NEVILLE D’ALMEIDA



MICHAEL PETRY - Diretor do MOCA London



PAULO HERKENHOFF



CHUS MARTÍNEZ



MASSIMILIANO GIONI



MÁRIO TEIXEIRA DA SILVA ::: MÓDULO - CENTRO DIFUSOR DE ARTE



ANTON VIDOKLE



TOBI MAIER



ELIZABETH DE PORTZAMPARC



DOCLISBOA’ 12



PEDRO LAPA



CUAUHTÉMOC MEDINA



ANNA RAMOS (RÀDIO WEB MACBA)



CATARINA MARTINS



NICOLAS GALLEY



GABRIELA VAZ-PINHEIRO



BARTOMEU MARÍ



MARTINE ROBIN - Château de Servières



BABETTE MANGOLTE
Entrevista de Luciana Fina



RUI PRATA - Encontros da Imagem



BETTINA FUNCKE, editora de 100 NOTES – 100 THOUGHTS / dOCUMENTA (13)



JOSÉ ROCA - 8ª Bienal do Mercosul



LUÍS SILVA - Kunsthalle Lissabon



GERARDO MOSQUERA - PHotoEspaña



GIULIETTA SPERANZA



RUTH ADDISON



BÁRBARA COUTINHO



CARLOS URROZ



SUSANA GOMES DA SILVA



CAROLYN CHRISTOV-BAKARGIEV



HELENA BARRANHA



MARTA GILI



MOACIR DOS ANJOS



HELENA DE FREITAS



JOSÉ MAIA



CHRISTINE BUCI-GLUCKSMANN



ALOÑA INTXAURRANDIETA



TIAGO HESPANHA



TINY DOMINGOS



DAVID SANTOS



EDUARDO GARCÍA NIETO



VALERIE KABOV



ANTÓNIO PINTO RIBEIRO



PAULO REIS



GERARDO MOSQUERA



EUGENE TAN



PAULO CUNHA E SILVA



NICOLAS BOURRIAUD



JOSÉ ANTÓNIO FERNANDES DIAS



PEDRO GADANHO



GABRIEL ABRANTES



HU FANG



IVO MESQUITA



ANTHONY HUBERMAN



MAGDA DANYSZ



SÉRGIO MAH



ANDREW HOWARD



ALEXANDRE POMAR



CATHERINE MILLET



JOÃO PINHARANDA



LISETTE LAGNADO



NATASA PETRESIN



PABLO LEÓN DE LA BARRA



ESRA SARIGEDIK



FERNANDO ALVIM



ANNETTE MESSAGER



RAQUEL HENRIQUES DA SILVA



JEAN-FRANÇOIS CHOUGNET



MARC-OLIVIER WAHLER



JORGE DIAS



GEORG SCHÖLLHAMMER



JOÃO RIBAS



LUÍS SERPA



JOSÉ AMARAL LOPES



LUÍS SÁRAGGA LEAL



ANTOINE DE GALBERT



JORGE MOLDER



MANUEL J. BORJA-VILLEL



MIGUEL VON HAFE PÉREZ



JOÃO RENDEIRO



MARGARIDA VEIGA



share |

EUGENIO LOPEZ


O acontecimento do fim do ano de 2013 teve lugar no México. O coleccionador e mecenas mexicano Eugenio Lopez inaugurou o novo Museu Jumex, um novo edifício projectado pelo arquitecto inglês David Chipperfield. À conversa com Rosario Nadal, directora adjunta da Fundação Jumex, Eugenio Lopez dá-nos a saber sobre a sua colecção e as radicais mudanças na cena artística do México.

>>>>>>>>>



RN: Doze anos após a criação da fundação, a abertura do Museu Jumex mais do que evocar a forma como tudo começou, o que nos diz de se concentrar no presente e no futuro?

EL: Concentremo-nos sobre o presente; a abertura do museu é um momento único, não tanto em termos de expectativas, mas de concretização. No futuro espero manter a frequência das exposições e o entusiasmo da equipa e continuar a fazer a diferença no desenvolvimento da arte e da cultura no meu país.


RN: O que retém do museu em termos de obra arquitectónica?

EL: O museu pode acolher exposições de todos os géneros. Tem uma bela luz natural que pode ser ocultada se necessário, por exemplo, para uma exposição de vídeo. É um museu muito flexível e nós temos já uma grande diversidade de projectos em preparação. Está situado numa zona muito acessível a todos os habitantes da cidade do México.


RN: Vive entre Los Angeles e México, dois países muito diferentes mas com raízes comuns. Como é que afecta a sua relação com a Fundação Jumex?

EL: Se bem que esteja frequentemente em Los Angeles eu considero a Cidade do México a minha cidade de residência. As duas cidades não são muito distantes, apenas 3h de viagem uma da outra. Los Angeles é uma cidade fascinante. Eu estou perto do mar e da montanha, perto das coisas que gosto. Quando estou em Los Angeles estou sempre atento ao que se passa no México. Acompanho a TV mexicana, continuo a comer comida mexicana, todo eu estou impregnado da atmosfera de uma cidade com um tráfego internacional impressionante. Eu creio que a combinação das duas cidades enriquece-me humanamente e por consequência enriquece a minha visão da Fundação Jumex.


RN: O seu dever é fazer a diferença na paisagem cultural do México que se constituiu uma plataforma de importação e exportação da arte contemporânea e encorajar o diálogo internacional. Como é que evoluiu a cena artística mexicana na última década?

EL: A mudança foi radical. A mudança não provem só do México mas da percepção que temos dos países estrangeiros. No México, muitas pessoas estão implicadas na arte contemporânea, sustentada num sólido conjunto de galerias, comissários de exposições e directores de museus. O México tornou-se um centro de referência.


RN: Que papel teve a Fundação Jumex nessa evolução?

EL: Eu penso que teve um papel significativo. Criámos uma fundação, oferta de bolsas para artistas, mudámos mesmo a percepção daquilo que é a arte. Eu recordo-me de há dez anos as pessoas ridicularizarem os colecionadores de arte. Talvez a Jumex tenha sido um catalisador mas não foi o único factor: as galerias começaram a apresentar exposições muito boas; uma nova geração de artistas com grande visibilidade internacional começou a fazer-se conhecer; relevantes comissários emergiram.


RN: Certos factores foram-se modificando ao longo da década. Hoje a especulação e a aceitação social são dois factores essenciais no meio da arte mexicana, que alguns chamam o seu mercado. Onde é que se situa neste paradigma?

EL: Eu considero-me simplesmente um coleccionador, mas talvez não tão objectivo como gostaria de ser. As fundações privadas cresceram muito e multiplicaram-se. A arte agora evoluiu para um nível internacional. Os colecionadores privados incorporaram-se nos museus e o público tem curiosidade de ver qualquer coisa de novo todos os 5 anos. Mas eu não vejo as coisas desta maneira. Eu penso ser um coleccionador que apresenta as suas obras num museu, nada mais. Eu espero que a colecção continue a enriquecer-se e a desenvolver-se no domínio da educação e da pesquisa.


RN: Existe uma colecção que lhe serve de referência?

EL: A Ménil Collection, colecção Jean e Dominique Ménil em Houston no Texas.


RN: Qual é o próximo desafio da Fundação Jumex?

EL: O maior desafio já foi atingido: abrir o museu. Agora, o novo desafio, é organizar exposições de bom nível no México e captar o público.


RN: As obras que comprou são aquelas das quais ficou enamorado e que desejava possuir. Muito espontaneamente, quais são as 10 obras pelas quais está apaixonado e se tivesse que escolher uma qual seria ela?

EL: Se eu só pudesse guardar uma obra seria um dos meus Cy Twombly. Mas eu gostaria de guardar também o meu novo Rudolph Stingel dourado, a aranha da Louise Bourgeois, Virtue de Ed Ruscha, o meu Antoni Tapiès, o meu Donald Judd, os meus balões do Jeff Kons, as esculturas do Abraham Cruzvillegas, Dámien Ortega e todos os meus Francis Alys.



Museu Jumex, Mexico D.F.
www.museojumex.org

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Rosario Nadal
Desde 2006 que colabora com a Fundación Jumex Arte Contemporaneo na aquisição de obras para o acervo da colecção. Actualmente é directora adjunta desta instituição.



Esta entrevista é uma tradução e adaptação do francês, pela Artecapital e foi originalmente publicada na L'OFFICIEL Art de Dezembro-Janeiro-Fevreiro 2013-2014.